quarta-feira, 1 de julho de 2009

a ausência do caos


Acho que forço tua fuga com minhas palavras confusas,

com meus signos lingüísticos bobos e inexatos.

Sustento em mim uma coragem de te ter por perto novamente.

Os últimos dias foram bastante difíceis,

respiração ofegante pelo ar seco,

ilusões de queimadas ao longe. Noites mal dormidas.

E esses prazos que me atormentam.

4 interurbanos:

Dauri Batisti disse...

A curva no fundo escuro,

iluminada,

arquitetura de inspirações e
expirações, albergues
de vísceras e pulsações,
fomes e desejos.

Costelas.

Elas, as flores no jardim,
sem saber, ancoram meus olhos
e sustentam minha coragem.
Meu peito doi, minhas costelas apertam meus sonhos. Minha

ansiedade

por tua volta
me torna bem maior
que minha caixa toráxica.
Espero-te. Os prazos

me atormentam.

Um abraço Mike.

Claus A. disse...

A fumaça fúnebre do outono não mais anuncia a renovação de ontem... Paraliza
Como também paraliza as horas diante da imensidão que nossos olhos vêem... Eu também vejo o vazio... Com o esmero dos olhos nossos, não precisa de esmero para o vazio, não há esmero.
Cansei de pensar as palavras,
cansei de pensar minha emoções, cansei. Vou tomar um conhaque, melhor não, um traçado... Vou rir também, vou lembrar que no meio da natureza, no seu domínio
que me domina
meu coração é curto.

Rico B. disse...

e o entrar e sair de dias nos faz menos vivos, menos coloridos, mas mais poéticos. haveria mesmo algo de bom nisso, não fosse o espaço aberto e o alvo fácil. sorte!

betasimon disse...

ah essas histórias de amor e ódio... hihi!
força na peruca! e que tal um grupo de estudos existenciais quinzenais para o proximo semestre?
;)